sábado, 18 de novembro de 2017

Pagando uma promessa lusitana

No dia 19/02/2015, dois amigos portugueses entraram em contato comigo, pois acharam meu blog.
Eu os respondi apenas 26/02/2015 que os ajudaria.
No entanto, meu 2015 foi bem conturbado (devido a viagens e TCC), e não pude ajudar.
Em 27/09/2016 entraram novamente me contato comigo, e no mesmo dia os respondi. Todavia, ainda assim não os pude ajudar devido a mais um momento turbulento (2016 foi bem agitado devido a viagens).
Até que em 14/10/2017 entraram em contato pela terceira vez (tudo indica que seria a última), chegaram até mesmo a propor me pagar em euros (optei por recusar devido o tempo de demora).

Até que em 06/11/2017 fui na Biblioteca Pública do Estado do Amazonas, porém descobri que precisaria fazer eu cadastro (e não estava portando um documento na ocasião).
De repente me lembrei da Biblioteca Municipal João Bosco Pantoja Evangelista, na qual consultei o acervo e consegui algumas informações (transmitidas no mesmo dia pelo e-mail).
No dia seguinte (07/11/2017) retornei novamente na Biblioteca Pública do Estado do Amazonas para fazer o meu cadastro e enfim consultar o acervo.
Retornei para a Biblioteca Pública do Estado do Amazonas no dia seguinte (08/11/2017).

Minhas pesquisas (considerando os livros) me direcionavam para a Biblioteca Particular da Associação Comercial do Amazonas (ACA), por esse motivo visitei a instituição no mesmo dia para pegar informações.
Decidi encerrar minhas pesquisas na Biblioteca Pública do Estado do Amazonas sobre tal assunto, já que não fazia sentido continuar pesquisando, porque todo o acervo disponível a ser pesquisado já havia sido consultado.

No dia 09/11/2017 fiz meu cadastro na Biblioteca da ACA e consultei o acervo. Li livros centenários nos quais achei a maior parte das informações.
Pretendo retornar lá daqui uns meses, pois um livro estava sendo restaurado.

Cheguei a visitar a Biblioteca da Casa da Cultura, no entanto, não atendeu as minhas expectativas: a acervo visa atender o público dos ensinos fundamental e médio. Mas, tive direcionamentos que não imaginei serem possíveis para prosseguir com as minhas pesquisas.

* Arquivo Municipal (visitei, porém estava fechado);
* Biblioteca do Palácio Rio Branco (visitei, porém o acervo é predominante político, e não serve para a pesquisa que estava/estou fazendo).
* IPHAN (visitei, espero por um retorno via e-mail para aprofunda um pouco mais a pesquisa).

Acho que ficaram curiosos com o que estive pesquisando: o Visconde de Nazaré, Bernardo Antônio Nunes que teve uma filial da firma B. A. Antunes & Cia (a matriz ficava em Belém do Pará). Tal empresa existiu no Complexo Booth Line de Manaus (hoje em ruínas na área portuária da cidade).

Minhas pesquisas ainda não foram finalizadas. Julgo que estão bem encaminhadas e quase finalizadas, e com isso acho que já paguei metade dessa promessa lusitana.
Fiz um acordo em troca: pedi que pesquisassem meus ascendentes lusitanos. Eles residem em Portugal, então terão facilidades para consultar o que no momento não posso devido a distância.

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Saint-Malo no tempo do Capitão Toussaint Grugel

O Capitão Toussaint Grugel ao ter sido capturado pelo Coronel João Pereira de Souza Botafogo, comentou no interrogatório que havia estudado em duas cidades, sendo Saint-Malo (Sant-Maloù em bretão) uma delas.
Lembrando que foi dessa cidade que partiram duas naus sob o comando de Toussaint, que as estava capitaneando com destino a Vila de Cabo Frio, onde fora aprisionado pelo Coronel João Botafogo.
O 10º Governador da Capitania Real do Rio de Janeiro, Constantino de Menelau numa de suas viagens para a Vila de Cabo Frio, levou o prisioneiro para a Vila de São Sebastião do Rio de Janeiro, concedendo-lhes permissão para residir no vilarejo até a sua morte.
Aproveitarei para enfatizar uma correção, Heitor Gurgel em "Uma família carioca do século XVI" informa que o corsário morreu em 1651, no entanto tal data é problemática se for traçada uma cronologia dos eventos. Acredito que Heitor tenha cometido um erro de digitação que não foi revisado, por esse motivo, prefiro ficar com a versão de que Tocem faleceu em 1631, tal ano está muito mais alinhado com a sua biografia.

Retomando ao princípio do assunto: Toussaint informou ter estudado Hidrografia e Ciências Náuticas na referida cidade. Tal informação me instigou a fazer uma investigação se tal informação é ou não procedente, e o resultado me motivou a escrever esse texto. "E lá vamos nós" frase dita pela personagem Witch Crafty numa curta metragem de 1955 do desenho animado estaduniense Woody Woodpecker (Pica-Pau em português).

Nessa cidade francesa existe uma instituição denominada "École nationale de la Marine marchand de Saint-Malo" que foi fundada oficialmente em 1699, por causa da decisão do Secretário de Estado da Marinha, Jean-Baptiste Colbert (1619-1683) durante o reinado do monarca Louis XIV (le Roi-Soleil).
Colbert percebeu que a France precisava investir numa escola real de hidrografia, pois o comércio marítimo francês (que era o mais importante da época) se beneficiaria disso. Vale lembrar que a França já foi a maior potência do mundo, e que por conta disso indivíduos de outros países aprendiam o idioma francês, seguiam as tendências da moda e da arquitetura francesa, e ainda que a franco francês foi a moeda forte mundial (durante um tempo), assim como o dólar americano nos dias de hoje.
Se formos considerar a lógica, Toussaint já não era mais vivo em 1699, e partiu para sempre da sua pátria (a France) em 1565, quando saiu dessa cidade para ir a Vila de Cabo Frio no Brasil.
Então como ele estudou 'o que estudou' nessa cidade?
Conforme a ENSM, durante os séculos XV e XVII, o ensino marítimo se difundiu graças as oficinas de organizadores de mapa especialmente nas cidade francesas, Dieppe e Le Conquet.
  • Commune de Dieppe, pertencente ao departamento Seine-Maritime, situado na Normandie.
  • Commune de Le Conquet (Konk-Leon em bretão), pertencente ao departamento Finistère, situado na Bretagne.
Logo, deduzo duas teorias:
  • Estudou de fato em Saint-Malo, tendo em vista que se em 1699 era fundada uma escola marítima... É possível especular que já havia certa tradição desse tipo de ensino nessa cidade;
  • OU ainda que Toussaint estudou perto da sua terra natal (Le Havre) que por sua vez é próxima de Le Conquet.
A ENSM, inclusive relata que por volta de 1180 já havia registros do ensino marítimo na Université de Paris, já que o professor inglês Alexander Neckam de Saint-Alban (1157-1217) ensinava na classe: todos os itens para equipar um navio, além de transmitir uma descrição bem detalhada da bússola magnética. Não esquecendo que em 1571, o Roi Charles IX fundou uma escola marítima em Marseilles.
É mais seguro afirmar que de fato o corsário Toussaint tenha estudado Hidrografia e Ciências Náuticas, do quê indicar que essa ou aquela instituição era a sua alma mater.
Todavia, há um contexto histórico que sustenta a informação que estudou nessa cidade. O genovês Cristoforo Colombo (1451-1506) descobriu as Américas em 1492, desde a sua descoberta tal continente passou a ser explorado pelos reinos de Portugal e Espanha que eram os "proprietários" de tais terras, mas isso não impediu que outros povos europeus se aventurassem por aqui. O comércio Europa-Índias estava cada vez mais constante. E devido a tais fatores, Saint Malo enriqueceu, e foi justamente no tempo em que floresceu o surgimento de corsários nessa cidade, que nada mais é do que um comandante de navio autorizado pela coroa a atacar embarcações de nações estrangeiras. Se um corsário quisesse ser bem sucedido precisaria de conhecimento técnico e prático para comandar um navio com maestria.

Já que toquei no histórico dessa cidade, irei contar nas próximas linhas (enfatizando o período em que Toussaint viveu na França.
A cidade de Saint-Malo se tornou o principal porto da Bretagne em meados do século XII, pois a cidade portuária de Aleth era constante atacada pelo povos normandos. Devido a isso, os habitantes de Aleth passaram a se refugiar na Rocha de Saent Mallou, que possui esse nome por ter sido o local em que (o santo) Maclou experimentou a vida de eremita por algum tempo e também por ter sido bispo quando por lá ainda viviam os coriosolites, antiga tribo gaulesa, que se estabeleceu na região bem antes do imperador Gaius Iulius Caesar conquistar a Galia entre 58 e 51 a.C.
Outro fator que elevou a importância de Saint-Malo em relação a Aleth, foi a mudança da topografia da região devido ao aumento do nível das águas do Rive Rance ao longo dos séculos, que reduziu o terreno em frente da Tour Solidor (os barcos costumavam desembargar produtos nesse local).
Desde então, Sant-Maloù passou a ser disputada por rois de France e ducs de Bretagne por causa da posição estratégica, até se tornar definitivamente um domínio da Coroa Francesa.

Daí vem o tempo dos piratas já comentado, séculos se passam e a cidade se torna o Festung St. Malo durante a II Guerra Mundial, quando os alemães dominam a cidade. 80% da cidade foi destruída ao ser bombardeada por americanos. O conflito termina com a vitória dos Aliados.

Posteriormente, a cidade foi reconstruída com estilo "histórico", porém não similar ao que era antes. Todavia, foi possível deixá-la o mais aproximada possível devido a reutilização de destroços, sem contar que as novas construções eram feitas conforme o estilo arquitetônico de períodos anteriores.
E nos dias de hoje é uma cidade muitíssimo visitada no verão, além de ser um importante porto de pesca e lazer.

Mapa antigo de Saint-Malo
Texto baseado em pesquisas na enciclopédia colaborativa online Wikipédia + site da ENSM - École Nationale Superieure Maritime (http://bit.ly/2yLwd7Q).

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Interpretando as entrelinhas do Dr. João de Azevedo Roxas

O português Antônio de Azevedo Roxas era filho de Afonso João Roxas e Antônia Azevedo. Antônio se casou em 1646 com Antônia do Amaral Gurgel (1622-1671), filha do Capitão Toussaint Grugel e de Domingas de Arão do Amaral.
De acordo com o testamento do referido luso citado no Rootsweb (http://bit.ly/2yBSfsS), teve 10 filhos, sendo que apenas cinco sobreviveram, até o momento conheço a identidade de apenas três.
E conforme a obra Baú de Ossos de Pedro Nava (http://bit.ly/2xPSyMT), João era médico e morava na esquina da Rua General Câmara com a Rua Quintanda, e por esse motivo tal cruzamento era conhecido como Canto do Roxas.
Considerando tais informações é válido afirmar que o Dr. Antônio deve ter sido conhecidíssimo no seu tempo. Vale mencionar que ás vezes grafam seu último sobrenome assim "Roxão". 
E a respeito da rua em que residiu o referido médico colonial, tal rua teve vários nomes ao longo do tempo:
  • Caminho de Gonçalo Gonçalves, no seu trecho inicial nas marinas;
  • A partir das proximidades da Candelária era conhecida como "rua que vai para o Cruzeiro da Candelária";
  • Rua do Azeite, pois era nela que comercializavam tal produto (geralmente de baleia) para iluminar as ruas da cidade;
  • Rua do Sabão, no trecho onde predominava os estabelecimentos que comercializavam tal produto;
  • No cruzamento com as ruas Ourives e São Domingos era denominada como Rua Bom Jesus, devido a Igreja do Senhor Bom Jesus do Calvário no canto com a Rua Vala;
  • E do campo de Santana até o seu fim se chamava Rua dos Escrivães devido a existência de muitos cartórios ao longo desse trecho;
Em 1840, a Câmara Municipal do Rio de Janeiro passou a denominar o trecho antigo como Rua do Sabão da Cidade Velha e o prolongamento como Rua do Sabão da Cidade Nova;
E a partir do segundo dia do mês de abril de 1870 passou a ter a atual denominação em homenagem ao vencedor do arroio Aquidabã, o Marechal José Antônio Corrêa da Câmara (1824-1893), também conhecido por ter sido o 2º Visconde de Pelotas.

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Especulações genealógicas sobre as primeiras três gerações dos Amaral Gurgel

Em momentos passados havia descrito aqui no blog Meu Sangue Brasileiro a descendência do casal tronco Toussaint-Domingas até a geração de seus netos, todavia, me surgiram novas suposições (um dos focos desse blog).

João Batista Gurgel Jordão (1643-1729), se casou em 1673 com Mônica de Oliveira, e o seu irmão, o Dr. Cláudio Gurgel do Amaral (1654-1716), se casou em 1684 com Ana Barbosa da Silva, filha de Thomé da Silva e Antônia de Oliveira.

Teria Mônica de Oliveira sido também filha do casal Thomé da Silva e Antônia de Oliveira? Para mim isso faz sentido, tendo em vista que os irmãos Dr. Cláudio e João se casaram com mulheres ligadas de alguma forma a tais sobrenomes. Vale mencionar que nem sempre naqueles tempos, os filhos tinham os mesmos sobrenomes dos pais ou dos irmãos. Não esquecendo que havia um antigo costume de casar membros de uma mesma família com membros de uma outra família, como a suposta suposição acima descrita: dois irmãos casados com duas irmãs.

Isabel Gurgel Jordão (1650-?), foi casada em 1665 com o português João Campos de Matos (1642-?), filho de Manoel de Matos e Maria Rodrigues. A irmã de Isabel, Ângela Gurgel Jordão (1651-?), foi casada com Francisco Correia Leitão (1644-?), filho de Braz Correia Leitão e Maria de Matos.

Teria Maria de Matos tido algum grau de parentesco com Manoel de Matos (e quem sabe não tenha sido sua irmã)?
Teria Braz Correia Leitão tido algum grau de parentesco com o 3º Governador da Capitania Real do Rio de Janeiro, Salvador Correia de Sá?

Maria Gurgel do Amaral (1694-?), foi casada com David Lopes de Barros (1681-?).
Teria David tido algum grau de parentesco com Cristóvão de Barros, 4º Governador da Capitania Real do Rio de Janeiro?

Tais possibilidades não devem ser descartadas se considerado que tanto Salvador quanto Cristóvão, governaram a capitania onde surgiu a família Gurgel do Amaral ou Amaral Gurgel.
E que muito provavelmente, Salvador e Cristóvão constituíram família na capitania que governaram.

Antônia de Jesus Amaral e Silva, foi casada com Simão Correia Cabral (?-1710).
Teria Simão Correia Cabral sido parente de Braz Correia Leitão e também de Salvador Correia de Sá?

Helena da Conceição Nunes do Amaral (1683-?), foi casada com Baltazar da Fonseca Homem (1673-?), filho de Baltazar Pires Chaves e Maria da Fonseca. A tia-avó de Helena, Maria do Amaral Gurgel (1607-1671), foi casada primeiramente em 1621 com Antônio Ramalho, filho de Francisco Ramalho e Maria Mendes. Ficando viúva, foi casada em segundas núpcias em 1634 com o Capitão Diogo da Fonseca (1604-1686), filho de Francisco Alves da Fonseca e Paula Rodrigues.

Teria a sogra de Helena, Maria da Fonseca tido algum grau de parentesco com o Capitão Diogo da Fonseca, segundo marido da sua tia-avó (e quem sabe tenha sido sua neta)?

Bartolomeu Nogueira (1655-?), se casou com Maria Martins, filha de Domingos Martins e Maria Rodrigues.

Antônia do Amaral (1651-?), foi casada com Gonçalo de Castro Peixoto. Enviuvando, foi casada em 1676 com o Capitão Antônio Rodrigues Tourinho, filho de Domingos Rodrigues e Antônia Tourinho.
Teria a sogra de Bartolomeu, Maria tido algum grau de parentesco com o Capitão Antônio Rodrigues Tourinho?

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

Interpretando as entrelinhas do Tenente João Dias da Costa

Não há muito o que escrever sobre esse militar, todavia catando aqui e acolá é possível especular.
Maria Gurgel Jordão (1641-?) foi casada com o Tenente João Dias da Costa, filho de Francisco Dias Frade e Theodozia da Costa.

A tese de doutorado de Jorge Victor de Araújo Souza, "Para além do claustro: Uma história social da inserção beneditina na América portuguesa, c. 1580 - c. 1690" (http://bit.ly/2xMUzt6), menciona que o Tenente João era o irmão mais velho do Frei Mauro de Assunção (originalmente batizado como Mauro Dias), e que o pai dos dois acima mencionado era português.
Além de citar que em 1665, o Tenente João ocupou os cargos de escrivão da Fazenda Real e da Gente da Guerra do Rio de Janeiro, portanto, possuía certo prestígio na sociedade daqueles tempos.

Isso reforça mais ainda o que outrora transcrevi do livro Nosso Século 1900/10, que as famílias faziam alianças matrimoniais com outras famílias quando não faziam casamentos consanguíneos.
Considerando, a estirpe dos Gurgel do Amaral ou Amaral Gurgel que já era considerada tradicional: Maria filha de Ângela do Amaral Gurgel (1616-1695) e do Capitão João Batista Jordão (1605-?) escolheu o melhor partido possível para ser seu marido.

A tese de mestrado de Antonio Filipe Pereira Caetano, "Entre a sombra e o sol - A revolta da cachaça, a freguesia de São Gonçalo de Amarante e a crise política fluminense (Rio de Janeiro, 1640-1667)" disponível nesse link (http://bit.ly/2ypdnD5), menciona que a residência desse militar ficava no fundo oriental da Baía de Guanabara, na rua dos pescadores, perto das casas de Francisco Pinto Ferreira e de Sebastião Pinto, que se casou com Madalena Sardinha, que a herdara de seu pai Manoel André Sardinha.

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Interpretando as entrelinhas do Capitão André de Souza Cunha

Acho que poucos genealogistas sabem disso, e irei enfatizar sobre esse fato nessa publicação: André de Souza Cunha (1675-1730) se casou duas vezes com membros da família Gurgel do Amaral ou Amaral Gurgel.
Antes de tudo quem foi ele?
André foi filho do casal Pedro Martins e Maria da Cunha, nasceu na Ilha Terceira, pertencente ao arquipélago português dos Açores, situado no Mar Atlântico perto do continente africano.
Se casou em primeiras núpcias em 1698 com (5.2.4) Joana Quaresma do Amaral, filha do Coronel Manuel Martins Quaresma (1633-1685) e (5.2.) Domingas do Amaral da Silva (1650-?). O Colégio Brasileiro de Genealogia confirma essa informação (http://bit.ly/2hclKHv).
E a folha 27 pertencente ao Livro II do Registro de Ordem Régias, datada de 01/05/1725, confirma que André teve a patente de Capitão.
O casal André-Joana teve apenas um filho conhecido por mim até então:
* 5.2.4.1. Cláudio Gurgel do Amaral;

Abreu (http://bit.ly/2f5LGEg) informa que em 09/09/1718, o Capitão André comprou de José de Matos Cardoso: uma chácara de 70,5 braças por 91$520 réis, que fez parte das 500 braças de terras pertencentes a Sebastião Pereira Lobo. José de Matos Cardoso as herdou de seu pai (João Cardoso Machado) quando partilhou a herança com sua irmã Catarina de Sena.

Numa outra publicação de Abreu (http://bit.ly/2wqgIl8), fica sub tendido nas entrelinhas que o Capitão André de Souza Cunha já não era vivo, tendo em vista que a sua segunda esposa já era viúva.
O Capitão André se casou em segundas núpcias com (7.2.3.) Maria Antônia do Amaral Gurgel e Bragança (1697-?), filha do português Tenente-Coronel Félix Corrêa de Castro Pinto de Bragança (1643-1707) e (7.2.) Maria do Amaral Gurgel Roxas (1649-?). O lusitano era filho de Antônio Corrêa Pinto de Bragança e Joana de Freitas.
O casal André-Maria Antônia teve apenas uma filha conhecida por mim até então:
* 7.2.3.1. Inácia Maria Gurgel Amaral (1715-?).

Conforme consta nessa publicação acima citada, em 09/09/1748, o filho do Tenente Caetano da Costa Coelho e Maria de Viegas Abreu, o Capitão Félix de Souza Castro vendeu terras para a viúva do Capitão Diogo de Souza Cunha. Portanto, as terras desse militar aumentaram em extensão devido a nova aquisição de sua esposa (viúva).

Em 11/12/1759, Maria Antônia fez uma escritura de dote para o seu genro, (7.2.1.3) o Capitão-Mór Domingos Viana de Castro (1711-1803) por ter se casado com a sua filha, Inácia. Esse dote consistiu numa chácara situada perto da Igreja de Nossa Senhora da Glória do Outeiro, no caminho que vai para o Catete, na vizinhança das terras de Antônio Moreira da Cruz e de terras de Diogo de Lima Cerqueira (que as tinha comprado do Tenente Caetano da Costa Coelho).
A referida chácara que foi dada como dote é a soma de todas as terras que pertenceram ao Capitão André de Souza Cunha.

Vale mencionar que Inácia e o Capitão Domingos eram primos, pois ele era filho do Tenente-Coronel Salvador Viana da Rocha (1644-1729) e (7.2.1.) Antônia Correia do Amaral (1677-1752). Tendo sido neto paterno do Capitão Domingos Gonçalves da Rocha e Francisca Antônia de Sousa, e neto materno do Tenente-Coronel Félix Corrêa de Castro Pinto de Bragança e (7.2.) Maria do Amaral Gurgel Roxas.

domingo, 10 de setembro de 2017

Interpretando as entrelinhas do Capitão Diogo Cardoso de Mesquita

Diogo de Cardoso Mesquita se casou com Ana do Amaral Gurgel Fonseca (1636-1703), filha do Capitão Diogo Fonseca (1604-1686) e de Maria do Amaral Gurgel (1607-1671).
Antônio Carlos Jucá de Sampaio, em A produção política da economia: formas não-mercantis de acumulação e transmissão de Riqueza numa sociedade colonial (Rio de Janeiro, 1650-1750) disponível aqui (http://bit.ly/2xUQQKn), explica que durante o século XVII era relativamente comum dar "partidos de cana" como dote de casamento, e que na sociedade fluminense desse período houveram nove casos noticiados (13,6%). Dentre, eles o de Diogo Fonseca para o seu futuro genro, o Sargento-Mór Diogo Cardoso de Mesquita em 1662.
Naquela época, era incomum os dotadores oferecerem um engenho (inteiro) para o novo casal. Seja o dote um engenho, "partidos de cana", imóveis (casas e terrenos), etc. Antropologicamente escrevendo (me corrijam se estiver errado), o dote era uma forma de estruturar o novo casal. E esse século (XVII) em relação ao anterior, já não era mais tão comum oferecer dotes relacionados a produção, tendo em vista que ocorria a mercantilização, e que não necessariamente, isso era "um declínio da ascendência da família da noiva sobre as atividades produtivas do noivo" (Muriel Nazzari).
A nomeação de militares na América portuguesa: Tendências de Império negociado (http://bit.ly/2jha9ve), de Miguel Dantas da Cruz fornece mais informações sobre Diogo:
  • Até 1625, prestou serviços militares em lugares da África;
  • No mesmo ano, prestou serviços militares na Bahia, Brasil;
  • De 1640 até algum período futuro indeterminado, prestou serviços militares no Ceuta (Sebta / سبت ) e Mazagão (atual El Jadida / الجديدة)
  • Era Capitão da Fortaleza de Santa Cruz da Barra do Rio de Janeiro;
  • Foi agraciado com o título de cavaleiro da Ordem de São Bento de Aviz;
  • E que nasceu no Reino de Portugal e dos Algarves;
Considerando os Arquivos do Histórico Ultramarino de Lisboa (http://bit.ly/2xfmCop):
  • Diogo foi nomeado capitão da referida fortaleza acima mencionada em 17/05/1663, pelo Governador-Geral do Brasil, Francisco Barreto de Meneses;
  • Em 20/04/1656, Diogo foi armado como cavaleiro da Ordem de São Bento de Aviz;
Em algum momento antes de 1688, o Capitão Diogo Cardoso de Mesquita, já era falecido. Tendo em vista que, Ana (já era viúva) junto com o Frei Manoel dos Anjos (da Fonseca) Nóbrega (irmão dela): venderam uma morada de casas e casinhas na Rua Cônego Amaro Ribeiro, bairro da Misericórdia para Manoel Gonçalves por 260$000 réis. As casas ficavam ao lado do imóvel do Capitão Gonçalo Teixeira Tibau. E as casinhas pequenas ficavam ao lado do imóvel do Coronel Francisco de Moura Fogaça. Ana herdou as casinhas do seu irmão, o Padre Francisco Álvares da Fonseca e também do seu pai, o Capitão Diogo da Fonseca, conforme Abreu (http://bit.ly/2jgGcvn).