quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Interpretando as entrelinhas do Dr. João de Azevedo Roxas

O português Antônio de Azevedo Roxas era filho de Afonso João Roxas e Antônia Azevedo. Antônio se casou em 1646 com Antônia do Amaral Gurgel (1622-1671), filha do Capitão Toussaint Grugel e de Domingas de Arão do Amaral.
De acordo com o testamento do referido luso citado no Rootsweb (http://bit.ly/2yBSfsS), teve 10 filhos, sendo que apenas cinco sobreviveram, até o momento conheço a identidade de apenas três.
E conforme a obra Baú de Ossos de Pedro Nava (http://bit.ly/2xPSyMT), João era médico e morava na esquina da Rua General Câmara com a Rua Quintanda, e por esse motivo tal cruzamento era conhecido como Canto do Roxas.
Considerando tais informações é válido afirmar que o Dr. Antônio deve ter sido conhecidíssimo no seu tempo. Vale mencionar que ás vezes grafam seu último sobrenome assim "Roxão". 
E sobre a via em que residia, a Rua General Câmara, teve vários nomes ao longo do tempo:
  • Caminho de Gonçalo Gonçalves, no seu trecho inicial nas marinas;
  • A partir das proximidades da Candelária era conhecida como "rua que vai para o Cruzeiro da Candelária";
  • Rua do Azeite, pois era nela que comercializavam tal produto (geralmente de baleia) para iluminar as ruas da cidade;
  • Rua do Sabão, no trecho onde predominava os estabelecimentos que comercializavam tal produto;
  • No cruzamento com as ruas Ourives e São Domingos era denominada como Rua Bom Jesus, devido a Igreja do Senhor Bom Jesus do Calvário no canto com a Rua Vala;
  • E do campo de Santana até o seu fim se chamava Rua dos Escrivães devido a existência de muitos cartórios ao longo desse trecho;
Em 1840, a Câmara Municipal do Rio de Janeiro passou a denominar o trecho antigo como Rua do Sabão da Cidade Velha e o prolongamento como Rua do Sabão da Cidade Nova;
E a partir do segundo dia do mês de abril de 1870 passou a ter a atual denominação em homenagem ao vencedor de Aquibadã, Brigadeiro Antônio Corrêa da Câmara.

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Especulações genealógicas sobre as primeiras três gerações dos Amaral Gurgel

Em momentos passados havia descrito aqui no Meu Sangue Brasileiro a descendência do casal tronco Toussaint-Domingas até a geração de seus netos, todavia, me surgiram novas suposições (um dos focos desse blog).

João Batista Gurgel Jordão (1643-1729), se casou em 1673 com Mônica de Oliveira, e o seu irmão, o Dr. Cláudio Gurgel do Amaral (1654-1716), se casou em 1684 com Ana Barbosa da Silva, filha de Thomé da Silva e Antônia de Oliveira.

Teria Mônica de Oliveira sido também filha do casal Thomé da Silva e Antônia de Oliveira? Para mim isso faz sentido, tendo em vista que os irmãos Dr. Cláudio e João se casaram com mulheres ligadas de alguma forma a tais sobrenomes. Vale mencionar que nem sempre naqueles tempos, os filhos tinham os mesmo sobrenomes dos pais ou dos irmãos.

Isabel Gurgel Jordão (1650-?), foi casada em 1665 com o português João Campos de Matos (1642-?), filho de Manoel de Matos e Maria Rodrigues. A irmã de Isabel, Ângela Gurgel Jordão (1651-?), foi casada com Francisco Correia Leitão (1644-?), filho de Braz Correia Leitão e Maria de Matos.

Teria Maria de Matos tido algum grau de parentesco com Manoel de Matos (e quem sabe não tenha sido sua irmã)?
Teria Braz Correia Leitão tido algum grau de parentesco com o 3º Governador da Capitania do Rio de Janeiro, Salvador Correia de Sá?

Maria Gurgel do Amaral (1694-?), foi casada com David Lopes de Barros (1681-?).
Teria David tido algum grau de parentesco com Cristóvão de Barros, 4º Governador da Capitania do Rio de Janeiro?

Tais possibilidades não devem ser descartadas se considerado que tanto Salvador quanto Cristóvão, governaram a capitania onde surgiu a família Gurgel do Amaral ou Amaral Gurgel.
E que muito provavelmente, Salvador e Cristóvão constituíram família na capitania que governaram.

Antônia de Jesus Amaral e Silva, foi casada com Simão Correia Cabral (?-1710).
Teria Simão Correia Cabral sido parente de Braz Correia Leitão e também de Salvador Correia de Sá?

Helena da Conceição Nunes do Amaral (1683-?), foi casada com Baltazar da Fonseca Homem (1673-?), filho de Baltazar Pires Chaves e Maria da Fonseca. A tia-avó de Helena, Maria do Amaral Gurgel (1607-1671), foi casada primeiramente em 1621 com Antônio Ramalho, filho de Francisco Ramalho e Maria Mendes. Ficando viúva, foi casada em segundas núpcias em 1634 com o Capitão Diogo da Fonseca (1604-1686), filho de Francisco Alves da Fonseca e Paula Rodrigues.

Teria a sogra de Helena, Maria da Fonseca tido algum grau de parentesco com o Capitão Diogo da Fonseca, segundo marido da sua tia-avó (e quem sabe tenha sido sua neta)?


Bartolomeu Nogueira (1655-?), se casou com Maria Martins, filha de Domingos Martins e Maria Rodrigues.

Antônia do Amaral (1651-?), foi casada com Gonçalo de Castro Peixoto. Enviuvando, foi casada em 1676 com o Capitão Antônio Rodrigues Tourinho, filho de Domingos Rodrigues e Antônia Tourinho.
Teria a sogra de Bartolomeu, Maria tido algum grau de parentesco com o Capitão Antônio Rodrigues Tourinho?

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

Interpretando as entrelinhas do Tenente João Dias da Costa

Não há muito o que escrever sobre esse militar, todavia catando aqui e acolá é possível especular.
Maria Gurgel Jordão (1641-?) foi casada com o Tenente João Dias da Costa, filho de Francisco Dias Frade e Theodozia da Costa.

A tese de doutorado de Jorge Victor de Araújo Souza, "Para além do claustro: Uma história social da inserção beneditina na América portuguesa, c. 1580 - c. 1690" (http://bit.ly/2xMUzt6), menciona que o Tenente João era o irmão mais velho do Frei Mauro de Assunção (originalmente batizado como Mauro Dias), e que o pai dos dois acima mencionado era português.
Além de citar que em 1665, o Tenente João ocupou os cargos de escrivão da Fazenda Real e da Gente da Guerra do Rio de Janeiro, portanto, possuía certo prestígio na sociedade daqueles tempos.

Isso reforça mais ainda o que outrora transcrevi do livro Nosso Século 1900/10, que as famílias faziam alianças matrimoniais com outras famílias quando não faziam casamentos consanguíneos.
Considerando, a estirpe dos Gurgel do Amaral ou Amaral Gurgel que já era considerada tradicional: Maria filha de Ângela do Amaral Gurgel (1616-1695) e do Capitão João Batista Jordão (1605-?) escolheu o melhor partido possível para ser seu marido.

A tese de mestrado de Antonio Filipe Pereira Caetano, "Entre a sombra e o sol - A revolta da cachaça, a freguesia de São Gonçalo de Amarante e a crise política fluminense (Rio de Janeiro, 1640-1667)" disponível nesse link (http://bit.ly/2ypdnD5), menciona que a residência desse militar ficava no fundo oriental da Baía de Guanabara, na rua dos pescadores, perto das casas de Francisco Pinto Ferreira e de Sebastião Pinto, que se casou com Madalena Sardinha, que a herdara de seu pai Manoel André Sardinha.

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Interpretando as entrelinhas do Capitão André de Souza Cunha

Acho que poucos genealogistas sabem disso, e irei enfatizar sobre esse fato nessa publicação: André de Souza Cunha (1675-1730) se casou duas vezes com membros da família Gurgel do Amaral ou Amaral Gurgel.
Antes de tudo quem foi ele?
André foi filho do casal Pedro Martins e Maria da Cunha, nasceu na Ilha Terceira, pertencente ao arquipélago português dos Açores, situado no Mar Atlântico perto do continente africano.
Se casou em primeiras núpcias em 1698 com (5.2.4) Joana Quaresma do Amaral, filha do Coronel Manuel Martins Quaresma (1633-1685) e (5.2.) Domingas do Amaral da Silva (1650-?). O Colégio Brasileiro de Genealogia confirma essa informação (http://bit.ly/2hclKHv).
E a folha 27 pertencente ao Livro II do Registro de Ordem Régias, datada de 01/05/1725, confirma que André teve a patente de Capitão.
O casal André-Joana teve apenas um filho conhecido por mim até então:
* 5.2.4.1. Cláudio Gurgel do Amaral;

Abreu (http://bit.ly/2f5LGEg) informa que em 09/09/1718, o Capitão André comprou de José de Matos Cardoso: uma chácara de 70,5 braças por 91$520 réis, que fez parte das 500 braças de terras pertencentes a Sebastião Pereira Lobo. José de Matos Cardoso as herdou de seu pai (João Cardoso Machado) quando partilhou a herança com sua irmã Catarina de Sena.

Numa outra publicação de Abreu (http://bit.ly/2wqgIl8), fica sub tendido nas entrelinhas que o Capitão André de Souza Cunha já não era vivo, tendo em vista que a sua segunda esposa já era viúva.
O Capitão André se casou em segundas núpcias com (7.2.3.) Maria Antônia do Amaral Gurgel e Bragança (1697-?), filha do português Tenente-Coronel Félix Corrêa de Castro Pinto de Bragança (1643-1707) e (7.2.) Maria do Amaral Gurgel Roxas (1649-?). O lusitano era filho de Antônio Corrêa Pinto de Bragança e Joana de Freitas.
O casal André-Maria Antônia teve apenas uma filha conhecida por mim até então:
* 7.2.3.1. Inácia Maria Gurgel Amaral (1715-?).

Conforme consta nessa publicação acima citada, em 09/09/1748, o filho do Tenente Caetano da Costa Coelho e Maria de Viegas Abreu, o Capitão Félix de Souza Castro vendeu terras para a viúva do Capitão Diogo de Souza Cunha. Portanto, as terras desse militar aumentaram em extensão devido a nova aquisição de sua esposa (viúva).

Em 11/12/1759, Maria Antônia fez uma escritura de dote para o seu genro, (7.2.1.3) o Capitão-Mór Domingos Viana de Castro (1711-1803) por ter se casado com a sua filha, Inácia. Esse dote consistiu numa chácara situada perto da Igreja de Nossa Senhora da Glória do Outeiro, no caminho que vai para o Catete, na vizinhança das terras de Antônio Moreira da Cruz e de terras de Diogo de Lima Cerqueira (que as tinha comprado do Tenente Caetano da Costa Coelho).
A referida chácara que foi dada como dote é a soma de todas as terras que pertenceram ao Capitão André de Souza Cunha.

Vale mencionar que Inácia e o Capitão Domingos eram primos, pois ele era filho do Tenente-Coronel Salvador Viana da Rocha (1644-1729) e (7.2.1.) Antônia Correia do Amaral (1677-1752). Tendo sido neto paterno do Capitão Domingos Gonçalves da Rocha e Francisca Antônia de Sousa, e neto materno do Tenente-Coronel Félix Corrêa de Castro Pinto de Bragança e (7.2.) Maria do Amaral Gurgel Roxas.

domingo, 10 de setembro de 2017

Interpretando as entrelinhas do Capitão Diogo Cardoso de Mesquita

Diogo de Cardoso Mesquita se casou com Ana do Amaral Gurgel Fonseca (1636-1703), filha do Capitão Diogo Fonseca (1604-1686) e de Maria do Amaral Gurgel (1607-1671).
Antônio Carlos Jucá de Sampaio, em A produção política da economia: formas não-mercantis de acumulação e transmissão de Riqueza numa sociedade colonial (Rio de Janeiro, 1650-1750) disponível aqui (http://bit.ly/2xUQQKn), explica que durante o século XVII era relativamente comum dar "partidos de cana" como dote de casamento, e que na sociedade fluminense desse período houveram nove casos noticiados (13,6%). Dentre, eles o de Diogo Fonseca para o seu futuro genro, o Sargento-Mór Diogo Cardoso de Mesquita em 1662.
Naquela época, era incomum os dotadores oferecerem um engenho (inteiro) para o novo casal. Seja o dote um engenho, "partidos de cana", imóveis (casas e terrenos), etc. Antropologicamente escrevendo (me corrijam se estiver errado), o dote era uma forma de estruturar o novo casal. E esse século (XVII) em relação ao anterior, já não era mais tão comum oferecer dotes relacionados a produção, tendo em vista que ocorria a mercantilização, e que não necessariamente, isso era "um declínio da ascendência da família da noiva sobre as atividades produtivas do noivo" (Muriel Nazzari).
A nomeação de militares na América portuguesa: Tendências de Império negociado (http://bit.ly/2jha9ve), de Miguel Dantas da Cruz fornece mais informações sobre Diogo:
  • Até 1625, prestou serviços militares em lugares da África;
  • No mesmo ano, prestou serviços militares na Bahia, Brasil;
  • De 1640 até algum período futuro indeterminado, prestou serviços militares no Ceuta (Sebta / سبت ) e Mazagão (atual El Jadida / الجديدة)
  • Era Capitão da Fortaleza de Santa Cruz da Barra do Rio de Janeiro;
  • Foi agraciado com o título de cavaleiro da Ordem de São Bento de Aviz;
  • E que nasceu no Reino de Portugal e dos Algarves;
Considerando os Arquivos do Histórico Ultramarino de Lisboa (http://bit.ly/2xfmCop):
  • Diogo foi nomeado capitão da referida fortaleza acima mencionada em 17/05/1663, pelo Governador Geral do Brasil, Francisco Barreto de Meneses;
  • Em 20/04/1656, Diogo foi armado como cavaleiro da Ordem de São Bento de Aviz;
Em algum momento antes de 1688, o Capitão Diogo Cardoso de Mesquita, já era falecido. Tendo em vista que, Ana (já era viúva) junto com o Frei Manoel dos Anjos (da Fonseca) Nóbrega (irmão dela): venderam uma morada de casas e casinhas na Rua Cônego Amaro Ribeiro, bairro da Misericórdia para Manoel Gonçalves por 260$000 réis. As casas ficavam ao lado do imóvel do Capitão Gonçalo Teixeira Tibau. E as casinhas pequenas ficavam ao lado do imóvel do Coronel Francisco de Moura Fogaça. Ana herdou as casinhas do seu irmão, o Padre Francisco Álvares da Fonseca e também do seu pai, o Capitão Diogo da Fonseca, conforme Abreu (http://bit.ly/2jgGcvn).

terça-feira, 5 de setembro de 2017

Interpretando as entrelinhas de Claude Antoine Bensaçon

Embora Claude Antoine Bensaçon, não tenha tido geração nenhuma do seu primeiro casamento com Isabel do Amaral Gurgel, filha de Toussaint Gurgel e de Domingas do Arão Amaral.
Até que há certo conteúdo pra especular partes de sua vida, juntando pedaços encontrados aqui e ali nos mares virtuais.
Claude nasceu em 1604 lá em Bensaçon, Bourgogne-Franche-Comté, France. Considerando que o seu sobrenome é esse, muito provavelmente nasceu nessa cidade, portanto, seu sobrenome é topomímico.
Foi filho do casal Claude ou Antoine Bensaçon e de Jeanne de Sollier. O nome de seu pai é mera especulação pessoal (eu aposto na segunda opção por ser mais popular e comum), considerando que seu nome era composto, e que naqueles tempos o nome dos filhos, ás vezes remetiam ao de antepassados diretos (pais, avos...) e até mesmo parentes (tios, tios-avos, primos...)
Enviuvando de Isabel em 1654, Claude contraiu novas núpcias com Maria Carvalha (1650-1702), que por sua vez após o falecimento de Claude, foi casada em 1678 com o português natural de Lamego, o Capitão Pedro Fernandes Amado em (1648-1702), filho de Paulo Fernandes e Isabel Amado. Tais informações estão de acordo com o portal Geneall (http://bit.ly/2j1Ff9M). O casal não teve descendência.
O que esse francês fazia aqui no Brasil? Mafalda Soares da Cunha no capítulo 6 do Volume 1 da Coleção Brasil Colonial (http://bit.ly/2gEctI8), na página 299... Comenta que foram concedidas sesmarias a franceses que se desligaram do projeto de Nicolas Durand de Villegagnon, a França Antártica pois eram mão de obra especializada nas artes mecânicas de origem alemã, francesa e flamenca (metalurgia, mineração e farmácia por exemplo).
Eu discordo dela em afirmar isso sobre Claude, devido ainda não ser nascido quando ocorreu essa tentativa de colonização francesa... Já seu pai Antoine Bensaçon faria bem mais sentido, não?
Vale mencionar, que assim como na Roanoke Colony misteriosamente desaparecida em terras estadunienses, não eram apenas homens que vinham para terras brasileiras, mulheres, crianças também, em síntese, famílias que queriam tentar uma vida melhor longe da complicada Europa daqueles tempos.
De quem eram as terras que Capitão Pedro Fernandes Amado doou em 1718 a Santa Casa da Misericórdia do Rio de Janeiro? Essas respostas estão no site do falecido geógrafo Maurício de Almeida Abreu que possui uma série de arquivos denominada como Banco de Dados da Estrutura Fundiária do Recôncavo da Guanabara (http://bit.ly/2vJPeqp). Pedro as herdou de sua mulher, Maria Carvalha que por sua vez as herdou do seu primeiro marido, Claude, que as tinha comprado em 1652 do General Salvador Correia de Sá e Benevides.
De acordo com um artigo de Abreu, Um quebra-cabeça (quase) resolvido: os engenhos da Capitania do Rio de Janeiro - Séculos XVI e XVIII, estudo do geógrafo acima citado (http://bit.ly/2eJdxxc). Claude juntou essa compra com outra feita anos depois: adquiriu sobejos de terras na testada do rio de Maragoí lá pela vizinhança do Engenho São Bento em Mutuá, de Dona Catarina Antunes, viúva de Bartolomeu Ferreira de Morais.

sábado, 1 de março de 2014

Origem do sobrenome Batista

Batista é um sobrenome de origem religiosa, pois está relacionado ao profeta bíblico João Batista, primo de Jesus Cristo.
Antigamente recebia tal sobrenome quem nascia no dia 24 de julho, dia instituído pela Igreja Católica Apostólica Romana para celebrar o nascimento de São João Batista ou ainda 29 de agosto, a sua decapitação.
Batista é a forma portuguesa da palavra latina baptistae, que deriva da palavra grega βαπτιστής /baptistēs/, que significa "o que batiza" ou ainda "batizar", "imergir", "lavar".

João Batista (2.a.C - 27 d.C) batizou seu primo Jesus Cristo no Rio Jordão. João Batista foi morto a mando do Rei Herodes Antipas (Ἡρῴδης Ἀντίπατρος) que era casado com a sua meia-sobrinha Herodíade (Ηρωδιάς). Tanto Herodes quanto Herodíades se divorciaram para poder se casar, e por esse motivo tal união foi condenada por João Batista.
João Batista foi preso por tá supostamente envolvido em uma revolução. Na verdade, tudo não passou de uma vingança de Herodíades, que induziu o seu marido Herodes Antipas a matar João.
João foi degolado e sua cabeça foi posta em uma bandeja de prata ao pedido da filha de Herodíades, Salomé (Σαλώμη), fruto do seu primeiro matrimônio.

Portanto, várias pessoas foram batizadas com tal sobrenome por causa da religião cristã, e com o passar dos anos, muito provavelmente (em alguns casos) passou a ser passado de geração a geração como um sobrenome.
Os pais batizavam seus filhos com tal sobrenome como uma forma de conseguir a proteção de São João Batista.
Logo, quem possui tal sobrenome pode vir a não ter nenhuma relação genealógica/sanguínea com outra pessoa que o tenha, já que famílias diferentes batizavam seus filhos nas referida datas.
Há ainda o caso das crianças orfãs, cuja ascendência era desconhecida, e que eram batizadas com nomes religiosos.

Tal sobrenome não possui brasão se considerados os livros Armorial Lusitano e Armeiro-Mór de Portugal, eu opto por me confiar em tais obras, a não ser que encontre evidências confiáveis que esse nome de família possui um brasão.

Texto baseado no site Origem do Sobrenome (http://bit.ly/2yvdmgj) + artigo do site Webartigos de Djanira Sá Almeida (http://bit.ly/2yvvjLs) + pesquisas na enciclopédia colaborativa online Wikipédia.